
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta quinta-feira (15) uma operação com mandados de busca e apreensão no Velório Municipal de Carapicuíba. A ação faz parte das investigações sobre a chamada "Máfia dos Caixões", esquema suspeito de fraudar o atendimento funerário público, cobrar valores indevidos de famílias em situação de vulnerabilidade e direcionar serviços a funerárias privadas. As informações são do jornal Primeiro Impacto, do SBT.
Segundo a reportagem, uma supervisora apontada nas investigações preliminares como principal articuladora do esquema prestou depoimento por cerca de uma hora e meia na delegacia. Ela deixou o local escoltada por investigadores, com o rosto coberto por um capuz, e não respondeu às perguntas da imprensa.
A servidora foi afastada das funções, com publicação no Diário Oficial a partir desta quinta-feira. Ex-funcionários também a acusam de nepotismo, já que ela e o filho mantinham contratos ativos no mesmo departamento da prefeitura.
Antes de entrar no velório, considerado pelos investigadores o epicentro das irregularidades, as equipes cumpriram mandados na casa da funcionária e em endereços de parentes. No prédio público, os agentes recolhem computadores, HDs, celulares e pastas de documentos administrativos. O objetivo do delegado responsável é reunir provas para embasar futuros pedidos de prisão à Justiça.
O caso repercutiu na Câmara Municipal de Carapicuíba, onde vereadores foram chamados a prestar esclarecimentos e depor. Cresce ainda o número de relatos de moradores que, na despedida de parentes, precisaram entregar objetos de valor ou fazer "vaquinhas" para pagar serviços funerários particulares, apesar de terem direito ao atendimento gratuito garantido pelo município.